↑ Aimée Duc

Os termos terceiro sexo e terceiro gênero são usados para descrever indivíduos que não se encaixam nas definições de sexo ou gênero binário. Em diferentes culturas, um terceiro sexo ou gênero pode retratar um estado indefinido entre o homem e a mulher, um estado em que ele é ambos, ou uma classe de tudo independente de o masculino e o feminino. Esta última descrição é a preferida por aqueles que interpretam, de modo severa do conceito de “terceiro gênero”.

Pela cultura ocidental, as pessoas lésbicas, gays, transgêneros ou transexuais têm sido descritos como pertencentes a um terceiro sexo ou gênero, apesar de que alguns colocam objecções a esta caracterização. O termo bem como é usado por diversos grupos e indivíduos para se descreverem a si mesmos. O estado de não ser nem masculino nem feminino pode aprender-se em relação ao sexo, a direção sexual ou a identidade de gênero do indivíduo.

A bióloga e teórica do gênero Anne Fausto-Sterling propôs em um artigo de 1993, que para reproduzir os corpos humanos, seria mais adequado falar de cinco sexos, em vez de 2. A bióloga Joan Roughgarden argumenta que em outras espécies de animais podes ter mais de dois sexos. Sugere que com um sexo biológico estabelecido, podem existir múltiplas perspectivas de conduta ao alcance dos organismos individuais. Entre os animais que apresentam sexos separados, alguns indivíduos sofrem anomalias de diferenciação sexual que resultam em graus vários de intersexualidade. Muitas espécies apresentam polimorfismos genéticos que resultam no que se encontrem indivíduos machos, fêmeas, ou de ambos os sexos, com aspectos e comportamentos diferentes em relação à territorialidade, cortejo ou de estágio.

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Dois exemplos comuns na literatura são os répteis americanos do gênero Uta, que apresentam três formas masculinas e duas femininas, e o etoile gorgiblanco (Zonotrichia albicollis), com duas formas masculinas e duas femininas. Os indivíduos de listras brancas são mais agressivos e defendem um território, sempre que que os indivíduos de listras marrons fornecem mais cuidados parentais. Um 90% dos casais que criam são formadas por indivíduos de ambas as classes. Os peixes do gênero Porichthys têm machos de duas maneiras e tamanhos diferentes. Os machos de Lepomis macrochirus, outro peixe, têm 3 formas que exibem comportamentos reprodutivos diferentes.

Outras espécies, em geral, peixes marinhos, como o tordo de rocha Symphodus ocellatus, conseguem modificar de sexo ao longo de seu desenvolvimento. Os estudos de gênero atuais tentam apresentar que o sistema de 2 gêneros não é nem inata nem universal. Bem como têm o nome de aravani/aruvani ou jogappa.

diversas vezes, mesmo que de forma equivocada, chamados em inglês de “eunucos”, algumas vezes, nascem como indivíduos intersexuados ou aparentemente masculinos, todavia se vestem com roupas femininas e, em geral, não são considerados nem ao menos homens, nem ao menos mulheres. Só 8% das hijra que visitam clínicas Humsafar são nirwaan (castrados). Movimentos sociais de hijras são realizadas campanhas para que sejam reconhecidas como um terceiro sexo.

Em 2005, os passaportes da Índia foram modificados pra 3 sexos: M, F e e (masculino, feminino e eunuco, respectivamente). Além do papel feminino das hijra (/jishra/), na Índia moderna, existem assim como formas institucionalizadas de “masculinização feminina”.

Entre os gaddhi, no sopé do Himalaia, algumas moças adotam o papel de sadhin, renunciando ao matrimônio e, vestindo-se e trabalhar como homens, entretanto mantendo nomes e pronomes femininos. No fim do século XIX, antropólogos marcaram a vivência de uma atividade social similar em Madras, o dos basivi. Contudo, o historiador Walter Penrose, conclui-se que ambos os casos, “o estatuto é mais de transgênero que de terceiro gênero”. Entretanto, apesar do acontecimento de que um número significativo de pessoas vêem as kathoey como um terceiro gênero, outros as vêem como um tipo de homem ou como um tipo de mulher. Nenhuma se considerava homem e apenas 11% se considerava kathoey (isto é, ‘não-homem’).